quinta-feira, 4 de junho de 2009

Campanha Meio Ambiente e a Escola da Embrapa divulga resultados em novembro
23.10.06A Campanha Meio Ambiente e a Escola 2006 recebe na última semana de outubro cerca de 80 a 100 projetos dos 50 mil alunos das escolas estaduais e municipais de oito cidades: Amparo, Hortolândia, Jaguariúna, Paulínia, Pedreira, Santo Antônio de Posse, Serra Negra e Sumaré. No início de novembro esses relatórios passarão por um sistema de avaliação e no dia 28 acontecerá a premiação no Centro de Convenções de Serra Negra, SP, com apresentações culturais dos municípios envolvidos, exposição dos trabalhos em forma de pôsteres e fotografias, além de oficinas de cada secretaria municipal de Educação, que têm o intuito de promover um intercâmbio das experiências.Dentre os programas e projetos classificados serão premiados os três primeiros lugares por categoria. Além dos certificados emitidos pela Embrapa Meio Ambiente e coleções de livros, os agraciados ganharão um aparelho de DVD.Segundo a coordenadora da Campanha, Valéria Sucena Hammes, pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente, esse ano há 10 categorias diferentes. “A gente trabalha com programas que comportam vários projetos. No ano passado estávamos desenvolvendo os programas por isso tivemos apenas oito categorias. Agora estamos na fase de adequação e separamos também os programas por níveis: educação infantil, ensino fundamental de 1ª. a 4ª. séries, e de 5ª. a 8ª. juntamente com o ensino médio”, explica Valéria.Ela diz também que para a avaliação dos programas e projetos, serão analisados cerca de 40 parâmetros, com o objetivo de verificar a capacidade de promoção da conscientização das pessoas, a melhoria do processo pedagógico e a contribuição com a qualidade de vida da escola e de seu entorno. “No dia da premiação temos a oportunidade de ver o conjunto dos resultados da campanha”, diz. Histórico da CampanhaA Campanha Meio Ambiente e a Escola iniciou-se em 2004 e tem o objetivo de formar educadores na rede de ensino público da região. Segundo Valéria, este projeto se fundamenta na aplicação de uma metodologia desenvolvida pela Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP), unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, chamada Macroeducação que propõe quatro etapas de formação: sensibilização, conscientização, adequação e habituação. “Estamos no 3º. ano, portanto, no momento de adequação”, explica a coordenadora.Em 2004 trabalhou-se a sensibilização das pessoas, contextualizando-as em seu ambiente por meio de projetos temáticos e reconhecimento sobre a realidade local. De acordo com Valéria, projetos muito interessantes já foram apresentados. “Em 2004 uma coisa que me chamou atenção e que estava muito além daquilo que nós esperávamos, foi que por meio de um projeto vidas foram salvas. Isso demonstrou que a campanha realmente pode contribuir com a qualidade de vida, garantindo entre outras coisas a permanência da vida em lugares onde há doenças endêmicas, por exemplo”, enfatiza.No 2º. ano houve a reconstrução do conhecimento territorial e do processo pedagógico, juntamente com os educadores, incorporando a questão do meio ambiente. “Portanto, não se trata apenas de um projeto de educação ambiental dirigido a um tema específico, mas um trabalho cuja proposta é promover a internalização de hábitos, a partir da conscientização não só das pessoas, mas pelo aprimoramento dos processos, levando à melhoria da qualidade de vida”, diz Valéria.Nos anos anteriores, a campanha envolveu 15 municípios, o que totalizou aproximadamente 100 mil alunos.Em 2007 a Campanha Meio Ambiente e a Escola entrará na parte de habituação, ou seja, na tentativa de implantação de hábitos. “Nessa fase veremos o que realmente foi internalizado. Vamos avaliar tudo o que foi construído e o que será atividade permanente e a partir daí vamos orientar e elaborar publicações para subsidiar as atividades nas escolas”, planeja a coordenadora. Segundo ela, vale ressaltar que esse trabalho não fica circunscrito apenas à ação da escola, mas promove uma intensa interação com as empresas e o poder público local. e mais

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